segunda-feira, 28 de março de 2011

Amy Ryan entrevista para Collider



Post in: Collider

Amy Ryan tem trabalhado muito ultimamente atuando no seriado The Office sendo Holly Linho que fica noiva de Michael Scott (Steve Carell), em In Treatment sendo Adele e no filme muito elogiado “Win Win”.

Em Win Win, Ryan é Jackie Flaherty a esposa Mike Flaherty (interpretado por seu colega Paul Giamatti), um advogado e falido, cuja situação ainda piora quando seu único hobby, treinar o time de luta-livre da escola, revela-se infrutífero. Isso até Kyle (Alex Shaffer) aparecer. O jovem, que está praticamente fugindo de sua mãe viciada em drogas, tem talento  para o esporte a pode mudar toda a história. Mas, claro, a mãe do menino chega inesperadamente e pode pôr tudo a perder.



Clique aqui para ouvir o áudio da entrevista.

O que você acha sobre o futuro dos personagens? Vai ter outra temporada?

Amy Ryan: Meu compromisso com o programa foi apenas para essa temporada. Não sei se Gabriel renovou o contrato, o que eu sei é que as gravações da série são muito cansativas para ele. Ele é tão brilhante! In Treatment é um grande trabalho para ele, então não sei. (Risos). Em termos de compromisso com a HBO, não tenho certeza se será renovada.

Acho que a terapia não acaba nunca, realmente. Não é assim um dia você vai e ae depois você diz: "Bem, é isso. Você está bem, acabamos! Posso seguir em frente?”

Gostaria de voltar?

RYAN: Hum, eu não sei. Não gosto de pensar nas coisas desse jeito, foi muito bom fazer parte do seriado; não tinha conhecimento sobre a série e quando me chamaram pensei ser uma grande oportunidade. Certamente jamais teria sonhado, em substituir Dianne Wiest em nada. (Risos) Então, foi uma agradável surpresa. É assim que gosto de pensar as coisas, mas com certeza adoraria voltar a trabalhar com Gabriel Byrne, ele é um ator fantástico.

Fiz In Treatment depois de Win Win e muitas das minhas cenas não apenas as com Alex (Shaffer), mas com as crianças foram fantásticas. É uma dinâmica diferente, elas têm necessidades e ritmos diferentes do nosso, como na hora de comer e na hora de dormir. Foi estranho sair desse mundo e de repente sentar como estamos aqui, apenas no dialogo; foi uma incrível mudança de perpectiva a qual dei boas vindas. Um desafio agradável.

Como foi ser um dos telespectadores, porque parece que está indo à terapia. Quero dizer, (ver todos) aqueles (episódios).

RYAN: (Risos) Exatamente. Acho que muitas pessoas erroneamente podem usá-lo como terapia. Como por exemplo: "Oh, eu vejo In Treatment. Estou bem. Eu não preciso de ir ao psicólogo”.

Yeah.

RYAN: Foi bastante complicado, porque as minhas cenas se baseavam no dialogo que teria com ele e havia muitas coisas que gostaria de comentar ou reagir. A relação construída ali era como orquestrar, ou seja, você mostra suas reação ou não? Fala isso ou aquilo? (levanta mão, abaixa a mão, aumenta a intensidade, diminui a intensidade). Tem hora que tenho que mostrar que estou prestando atenção no que ele diz e que estou copilando informação em cada fala. Era bem complicado, mas basta encontrar a musicalidade dele (do paciente, que era Gabriel), ou seja, encontrar a musicalidade dele. Entender o ritmo.

Você já falou que a biologia era sua matéria preferida na escola. Alguns atores falam sobre as diferentes coisas que os inspiram. Você observa os animais no zoológico e utiliza isso para suas atuações? A biologia teve algum um impacto?

RYAN: Na verdade não. (Estoura em risos) Eu estava tentando pensar em alguma coisa enquanto você estava fazendo a pergunta. "Como eu posso dizer alguma coisa inteligente ou que soa inteligente?" (Risos) Mas a verdade é que não, eu admirava minha professora de biologia e gostava de aparecer. Gostava de estar naquela sala, de aprender alguma coisa; como com tudo na vida, a sala de aula exige um pouco de esforço artístico, se você for um bom professor irá inspirar os alunos.

Usei como inspiração para meu trabalho as imagens. Fiquei obcecada pela fotografia de um peixe engolindo um peixe menor e pequenos peixes tinham esse imagem em seus olhos, ele sabia o que estava prestes a acontecer, não sei como eles capturam essa imagem, mas usei ela para a peça de teatro "Saved" de Edward Bond. Diria que a maior inspiração para basear-se é a cidade de Nova York, há pessoas andando de metrô e assistir a todo esse movimento é o melhor professor para se aprender teatro.

uma universidade Carnegie Mellon que fala sobre director-proof, é para os sairem mais para campo depender menos do diretor que, muitas vezes, fica mais preocupado com o lado técnico. Com que freqüência num set de um filme ou de um série de televisão você tem que contar com você mesmo?

RYAN: Isso acontece muito, mas não acho que sou abandonada pelo diretor num set por causa das preocupações com os aspectos técnicos, mas acho realmente que é o meu trabalho. No filme A Troca (Changeling) de Clint Eastwood, ele deixa você ir e fazer a cena e você vai! Ok, ele viu algo? O que é que ele viu? Precisar mudar algo na cena? Precisa regravar? Ele deixa você criar próprio caminho, porque ele confia muito no seu trabalho. Então é melhor você também do set a sua casa! (risos),

Você fez personagens com características bem diferentes, ás vezes um drama outras vezes uma comédia e no Win Win você fez as duas coisas ao mesmo tempo (Ryan risos) e muito impressionantes.

RYAN: Obrigada.

O script foi feito para você? Ou foi o Tom?

RYAN: Foi Tom. Conheço pessoalmente e sou uma grande fã de seus filmes. Ele era um diretor com quem tinha esperança de trabalhar junto. Então, quando ele ligou sabia que se ele me chamasse para algo ia dizer que sim, mas ele disse: "vou te enviar um script, ler e depois me diz o que pensa sobre ele." Eu disse: "Oh, yeah. É claro!" A personagem era uma boa mãe com um bom humor e um forte senso moral. Gostei muito disso. Não sabia que ia ser tão engraçada essa personagem, foi uma agradável surpresa.

Como foi a experiência no Festival de Sundance? Vendo o público pela primeira vez?

RYAN: Foi divertido. É um apoio ver a multidão na festa. É ótimo ouvir um grande grupo em uníssono. Você pensa: (rindo) "Oh, ok, que valeu a pena sair nesse frio as 3 da manhã”. Filmávamos até tarde da noite e é bom saber que seu trabalho é importante para alguém, mesmo que seja para entreter-los ou fazê-los pensar de maneira diferente; isso é uma sensação muito agradável.

*Trailer do filme Win Win:

 
*Fotos:








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