domingo, 27 de fevereiro de 2011

Bruno Heller criador de O Mentalista fala para o site do SBT

 
Post in: SBT

Entre as recém-criadas séries de TV, O Mentalista é a de maior sucesso atualmente nos Estados Unidos. Logo na primeira temporada, um dos episódios foi o de maior audiência da semana na TV americana, algo que não acontecia desde 2004, com o lançamento de Desperate Housewives. Só que nem tudo são flores ao longo da trajetória do programa.

Na fase de pré-produção, a série chegou a ser recusada pelas produtoras mais conceituadas de Hollywood, como a Jerry Bruckheimer Television, de Jerry Bruckheimer, criador de CSI, Arquivo Morto (Cold Case) e Desaparecidos (Without a Trace). “Nós dissemos não ao Mentalista na época porque não achamos que seria uma boa parceria pra gente”, revelou Jonattan Littman, hoje Produtor Executivo de Dark Blue. “E que lição você tomou dessa experiência?”, pergunto. “Que talento é tudo”, responde ele.

Bruno Heller, o criador da série, disse que por pouco não desistiu depois da frustração. “Em televisão não se insiste. Se alguém diz não a um projeto, você diz tudo bem, e parte pra outra. É como um jogo, não há segundas chances. Assim como O Mentalista deu certo, outros 20 pilotos que surgiram na mesma época poderiam ter funcionado também. Você tem que estar no lugar certo, na hora certa e no horário certo na grade de programação”.

O motivo do sucesso mundial

A história de O Mentalista se passa na Califórnia. A escolha foi intencional, pois os criadores acreditam que um cenário bonito pode contribuir bastante para o sucesso de uma produção: “Queremos mostrar a Califórnia ao mundo, que é um lugar tão bonito... Esse foi um dos motivos do sucesso de Baywatch -  praia, garotas em biquínis... o que é bonito é pra se mostrar”, diz Chris Long, um dos Produtores Executivos.

Bonito em relação ao cenário, já que em O Mentalista não há qualquer outra semelhança com o programa que consagrou Pâmela Anderson no inesquecível maiô vermelho de salva-vidas. “Esse é um programa que pode funcionar em qualquer país, não só nos EUA ou na Grã Bretanha, mas também na Austrália, China, Brasi...”, conta o criador Bruno Heller. “Ao contrário de muitas séries que se focam na cultura pop americana e fazem várias referencias à vida nos EUA, queríamos criar algo que fosse universal”, completa.

E eles conseguiram. O Mentalista já é exibido em mais de 40 países, e agora pela primeira vez chega à TV aberta brasileira. Um sucesso que nem os criadores imaginaram que seria tão rápido. “Quando a série foi lançada, os Estados Unidos passavam por uma crise financeira, então as pessoas não queriam lidar com assuntos relacionados à recessão, à política ou à guerra. Todos queriam chegar em casa e relaxar. Talvez se fosse hoje, ou dois anos antes, o sucesso não seria o mesmo”, diz Chris Long.

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