quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

In Treatment: Relação de Paul e Gina


Paul Weston liga pra Dra. Gina Toll na primeira temporada e marca com ela sexta-feira ás 19:00h. Então assim teremos a relação deles volta, depois de oito anos. Na verdade a volta dele é bem confusa, já na primeira vez que ele chega na casa dela para se encontrar com ela, ele senta na cadeira dela. Qual será a real intenção dessa volta?  

Paul procurou Gina devido um incomodo de estar perdendo a paciência com seus pacientes, tem sessões em que ele não consegue se conter e explode "Alguns dias só quero trancar a porta e desejar que todos fossem embora".  Um exemplo dessa falta de paciência que gera a explosão foi numa sessão com casal Jake e Amy: Jake colocou Paul em um bico de sinuca perguntando a ele se eles (o casal) deveriam ou não fazer o aborto. Paul respondeu nervoso (gritando) que sim!

Eles tiveram dificuldade no início na hora de estabelecer qual papel que Paul designou para Gina. Ela ficou confusa se ele tinha a procurada para pedir uma direção ou conversar como uma amiga ou supervisionar-lo de novo.


Ele a procurou na semana que a Laura disse que o amava. Ele dizia que sentia culpa e ela perguntou se a culpa que ele sente com os pacientes na verdade se refere a se sentir culpado por uma paciente em particular (Laura). O que trás a tona a historia da família de Paul.

Desde primeira sessão ela afirma com todas as letras que ele precisava de ajuda profissional em relação a Laura. Ele resistente dizia que não, mas a ida dele á Gina foi um pedido de ajuda.  Ela chegou a perguntar se houve algum contato físico entre eles. O que o chocou. Em uma das sessões Paul usou uma metáfora em que deixou implícito que Gina era para ele como uma enfermeira é para o médico a fim de que não o deixe cruzar a linha da ética.

Depois de quase 10 anos que Paul e Gina não se viam pois na última vez em que estiveram juntos ele ficou tão bravo com ela, que nem sequer apareceu no funeral do David, falecido marido de Gina. Ela disse que pensou: "Deve estar muito bravo, nem sequer veio ao funeral de David". Depois na segunda temporada o pai de Paul morre e ela é quem não aparece.

Paul acusa Gina constantemente de que interferiu na sua aprendizagem, ao invés de ser guia e ela concorda interferiu sim, mas como supervisora e ela tinha que tomar uma atitude e decidiu interferir. Ele se mostra sempre inseguro e sempre necessitado da aceitação dela. Paul referia que Gina pensava dele: "Oh, lá vem ele de novo. Paul, a fraude".


Paul às vezes só vê o que quer vê, assim como todos nós e foi assim a relação dele com Gina. Ele criou uma versão da Gina, ela mesma diz: "Depois de todos esses anos Paul você não me conhece". Ele diz que ela é fria a chama de aranha diz que ela é fria, distante, reservada ou muito objetiva. Mas na verdade ela é muito emocional, impulsiva que precisa se controlar, se comprometo de corpo e alma com suas coisas, com muita paixão e fica completamente aberta. Dá para perceber como ela trata Paul ele sempre provocando ela. E ela sempre ali com ele se controlando tentando não se deixar levar e não ser capaz de pensar, não ser capaz de analisar ou de fazer seu trabalho. Em uma sessão ela brigou com ele e disse para ele não comparar a vida dele com a dela e deixe de usar Charlie contra ela.

Apesar de Paul acusar constantemente Gina de ela não acreditar que um amor possa surgir no consultório de um terapeuta. Ela disse numas das sessões com ele: “O amor é mais forte que qualquer regra” e encorajou Paul a ir atrás de Laura.

Paul declarou que a diferença entre eles era que ele se preocupava com os pacientes, ele se coloca à disposição deles e ela apenas os analisa.


Quando ele era estagiário de Gina a ela escreveu uma carta que ele ficou com ele no bolso durante meses (como diz Lacan o esquizofrênico guarda seu objeto de gozo no bolso, não to dizendo que nosso querido e amado terapeuta Paul é esquizofrênico mas essa frase de Lacan fica bem aqui).  Ele falou um pedaço que dizia: "Os pacientes consideravam positivas, suas sessões com o Paul. Contudo, tornou-se claro que Paul alimentava às suas expectativas. E sua forma de fazer
terapia é errada, por causa de seu desejo de agradar..." para ele Gina tinha escrito "Ele é uma merda de terapeuta". Mas  ela retrucou e disse que ele que era um dos mais brilhantes estudantes. 

 














Devido essa carta Paul não pode ser o diretor do Instituto pessoas como Walker e Jeffries que eram membros do conselho concordavam que ele deveria ser o diretor, mas pelo que Gina escreveu ele não foi escolhido. Ela afirmava que era uma opinião profissional e que ele ficava furioso ao receber críticas e as entendia como pessoal, que para soou como um reflexo de rejeição anterior, como de um filho que sente que desapontou o seu pai, que sente que não estava à altura das expectativas do pai.

Gina chegou a declara que foi insolência na época do instituto escrevendo esta carta. Na verdade não sei se ela falou isso com a intenção de deixa Paul seguro a fim de expressar seus sentimentos por Laura essa cena foi muitooo legal, é a cena em que ele assume que ama Laura:

Gina: Mas não farei isso dessa vez, não rejeitarei você. Isso não quer dizer que o deixarei fazer algo do qual se arrependerá, pelo o resto de sua vida. Não sem lutar com você  de todas as maneiras. Se é segurança que precisa, então paramos aqui. Isso porque quero que saiba, o quão longe estou disposta a ir. O que quer que me conte, estou aqui para você. Não abandonarei você. Não importa o que aconteça. Estou aqui.

Paul: Eu amo a Laura. Tudo o que ela diz, tudo o que faz. Adoro conversar com ela. Ouvi-la.  Sei que parece uma piada, um clichê. Um homem de 50 anos, casado, apaixonado por uma jovem de 30. Mas quero estar com ela. E não me importa o que signifique. Não me importo com o que me custará. Não me importo.

Já na primeira temporada Gina fala para Paul que está escrevendo um livro e durante a terapia dele ele afirma constantemente que ela irá escrever no livro sobre ele. Este livro só ficará pronto e será lido por Paul na terceira temporada em que Paul não está em contato com ela. 

Uma coisa interessante que aconteceu na relação de Paul com Gina e com Adele depois: Paul numa sessão com paciente ele conta essa história: “Lembro-me que tive um paciente que vinha aqui no consultório e antes de cada sessão dizia: "Espere." E aí ele tomava uma pílula. Como um ritual. Acho que no caso dele em particular o que queria me mostrar era seu tormento e sua dor”. Essa história contada por ele retrata o que ele fez com Gina e Adele porque com ambas ele levou remédio, pediu remédio e demonstrou está sentindo dor.  Num episódio Paul leva remédio para a terapia com Gina e durante a sessão ele disse que se sentia pressionado por ela e ela disse: “Talvez por isso que esteja tomando remédios, para se proteger de mim”. 


Paul insultava Gina várias vezes e em um episódio ela foi fala com sobre isso: 

Gina: Semana passada me chamou de aranha sonolenta, a espreita.
Paul: Sentiu-se insultada com isso?
Gina: Não.
Paul: Retiro o que disse. Você não é sonolenta.
Os dois riem. 

*Fotos:


 

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